Pensamentos sobre permanecer em Cristo.

Selecionei alguns versos de João 15 para me ditar nessa manha e minhas conclusões eu vou tentar escrever aqui.

Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.  Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos. Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor.

Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós.

Isso é um mandamento com promessa, se eu permanecer Ele vai permanecer. Não foi dito para tentar estar, pois já estamos em Cristo, Deus nos colocou em Cristo por sua Graça. Isso não foi obra nossa, é obra de Deus e a glória pertence só a Ele por essa obra maravilhosa. O que nos é pedido é que permanecer onde já estamos… sempre o diabo tenta nos fazer pensar que não estamos em Cristo ou que Deus não está conosco ou em nós. Toda experiência de nossa vida cristã não é uma experiência nossa em primeiro lugar, mas sim uma experiência de Cristo. Ele teve uma história na terra e a medida que permanecermos nele a história dele passa a ser nossa história, ou seja, se permanecermos nele Ele permanece em nós.

Nesse mandamento temos 2 aspectos da obra de Cristo que são o aspecto objetivo e subjetivo.

Aspecto objetivo da obra de Cristo é tudo aquilo que Deus fez fora de nós, independente de nós e que pode ser relatado na história, são fatos históricos imutáveis (pois a história não pode ser mudada, o passado está estabelecido como um fato que permanece, ninguém pode desfazer o passado, no maximo pode tentar ocultar mas isso não significa que não aconteceu), e um fato histórico é que 2000 mil anos atrás Jesus Cristo morreu na cruz, e não somente isso mas quando ele morreu ele nos incluiu nessa morte (o que pode ser chamado de morte “toda inclusiva” ou “obra toda inclusiva” de Cristo) vejamos alguns versos.

Rm 6.5 – Fomos (passado, é fato histórico) unidos com ele na semelhança da sua morte.

Rm 6.6 – Foi (passado, impossível de ser mudado, só muda se Cristo não morreu e os fatos ao seu respeito forem mentira, mas se forem verdade a respeito dele são em relação a nós) crucificado com ele o nosso velho homem.

De forma objetiva, ou seja, dentro da história Deus nos uniu com Cristo, não fomos nós que nos colocamos lá, alguém no colocou lá, esse alguém é Deus.

Não fomos unidos a ele somente na semelhança da sua morte:

Mas também na sua ressurreição (Rm 6.5) – Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição (v.8) Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos (vivemos não somente junto com ele mas nele).

Ef.2,5.6 – Estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;

Cl 2.10-13 – Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos.

De forma objetiva estamos em Cristo e tudo o que pertence a história de Cristo pertence a nós, mas sabemos que a Sua santidade muitas vezes não é a nossa, percebemos tantas vezes que o caráter de Cristo não é o nosso na pratica mas, essa parte de ter a Vida de Cristo, como nossa vida na pratica é o aspecto subjetivo da obra de Cristo.

Objetivo
Deus cumpriu toda sua vontade em Cristo. Estamos em Cristo, ou seja dentro daquele que Deus operou toda sua vontade.

Subjetivo
Cristo esta em nós. Dentro de nós está aquele que cumpriu toda vontade de Deus.
Em nós se cumpre toda vontade de Deus.

Para que o aspeto subjetivo da obra de Cristo se cumpra em nós, ou seja, para que a vida que Jesus viveu seja vivida em nosso corpo é preciso permanecer…

Permanecer é estar firmado em 2 coisas: Palavra e amor

Palavra

Jo 15.7 – Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós. A permanência nas palavras de Jesus nos faz permanecer em Jesus. Permanecer nas palavras não é permanecer obedecendo as palavras, mas sim crendo nelas, a obediência é fruto da fé, só vamos obedecer as palavras de Jesus, se crermos em suas palavras e só vamos crer, se ouvirmos de fato suas palavras (pois a fé vem pelo ouvir da palavra), e permanecermos ouvindo-as. A vida cristã não é uma decisão feita uma vez e deixada para traz, a obra de Cristo não é uma coisa que você usa para entrar na igreja, mas depois passa para coisas mais profundas e interessantes… NÃO NÃO NÃO NÃO… as palavras de Jesus são para serem ouvidas todos os dias, ele mesmo orou “santifca-os na verdade, a tua palavra é a verdade”. Permanecer nas palavras de Jesus significa permanecer crende que eles são verdades, significa continuar todos os dias com nossa mente voltada para a opinião de Deus ao nosso respeito em Cristo.

Amor

Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se vamos permanecer em Cristo temos que ter firme todos os dias que Deus fala a verdade para nós e que essa verdade diz que Deus nos ama tremendamente e sempre… permanecer no amor é permancer nele pois ele é amor, permanecer no amor é permanecer consciente de que sou amado por Deus e que sua obra de Graça e Amor permanecem eternas.

Acredito que se eu e todos meus irmãos permanecermos sóbrio diante das palavras de Jesus e de seu amor por nós certamente nossa vida frutificará em amor pelas outras pessoas.

O Pai será glorificado se dermos frutos.
O fruto é amor e amar.
Pois amar é o cumprimento da lei.
Quem ama guarda os mandamentos.
Só iremos guardar os mandamentos se permanecermos ligados a videira que nos concede essa doce vida de santidade e obediência conquistada de uma vez por todas em Cristo.
Vamos permanecer em Cristo.

Vamos permanecer onde estamos

Angelo

Published in: on 3 dezembro, 2008 at 5:00 pm  Deixe um comentário  

Por que Jesus não voltou ainda?

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Por que Jesus não voltou ainda? A resposta a essa pergunta é de vital importância para cada um de nós, não só por causa de suas implicações escatológicas, mas também porque afeta nossa visão de Deus, de nós mesmos e do mundo. 

Quero fazer uma afirmação que provavelmente irá chocá-lo: se Jesus pode voltar a qualquer momento (conforme se ensina na maioria das igrejas hoje), o mundo não tem propósito, a Bíblia não tem sentido e Deus é um ser arbitrário, incoerente e imprevisível. Calma! Podemos respirar aliviados, porque nada disso é verdade! Por outro lado, a única conclusão lógica é que JESUS NÃO PODE VOLTAR A QUALQUER MOMENTO.

Antes de fechar o coração e a mente, veja, por favor, o que dizem os seguintes textos bíblicos e acompanhe as minhas conclusões:

“…a fim de que […] envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade” (At 3.20,21).

“Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés” (Hb 10.12,13).

Se estudarmos as Escrituras com atenção, veremos que Deus é um Deus coerente, que “faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade” (Ef 1.11). Ele criou o mundo e o homem com um propósito, e a história não terminará antes que esse propósito se realize.

Da mesma forma que a primeira vinda de Cristo não aconteceu num momento escolhido aleatoriamente por Deus, mas na “plenitude dos tempos” (Gl 4.4), a segunda vinda de Cristo não pode ocorrer a qualquer momento da história. Jesus só poderá voltar quando tiver acontecido tudo o que Deus falou pela boca dos profetas. Ele virá, pela segunda vez, quando a obra que começou na primeira estiver realizada (Ef 5.25-27; Is 53.10-12).

Se isso é tão evidente biblicamente, como o povo de Deus, de modo geral, foi levado a pensar de forma contrária? A resposta é que a forte influência humanista da nossa cultura de origem greco-romana levou-nos para muito longe da herança judaico-cristã, sem nos apercebermos disso. O humanismo afirma que o homem e sua realização pessoal são a medida de todas as coisas. A Bíblia, porém, declara que Deus e sua satisfação e glória são o centro do universo.

Se Jesus realmente encontrar fé na Terra quando voltar (Lc 18.8), será porque a igreja passou por um processo de desintoxicação dessas influências que contaminaram o evangelho. Temos enfatizado coisas que o evangelho não enfatiza e, às vezes, nem sequer existem nele. Temos colocado o foco na salvação individual, na bênção de Deus sobre os empreendimentos pessoais e na realização de nossos próprios alvos nesta vida terrena. E, com todo nosso senso ocidental de precaução e previdência, diante da eventualidade de um cataclismo final, temos procurado garantir a segurança e a felicidade individuais na vida por vir.

Todavia, no meio de tudo isso, perderam-se, quase por completo, o senso de propósito divino na história e a percepção de que nossa vida individual só tem valor na medida em que contribui para o cumprimento desse propósito. Dentro desse tipo de cosmovisão incompleta, Deus torna-se apenas um grande vovô bondoso no céu, cujo único propósito é ver-nos felizes. Para completar, adotamos a visão escatológica de uma volta imprevisível de Cristo sem nenhuma razão ou propósito de acontecer mais em determinado momento do que em outro.

Se, de fato, Deus pudesse enviar Jesus a qualquer momento, ele realmente seria culpado das acusações que muitos lhe fazem por causa de tantas injustiças e sofrimentos que acontecem, a cada hora, neste planeta conturbado. Se não é necessário ter um bom motivo para terminar a história, então, quanto mais rápido Jesus voltasse, menos pessoas sofreriam, e menos maldades seriam cometidas.

Deus, porém, tem um propósito eterno tão glorioso e maravilhoso que todas as terríveis tragédias da história empalidecem e perdem importância diante de sua magnitude. É só por causa dessa visão do alvo final que Deus suporta a dor excruciante que cada injustiça lhe causa. Assim como Jesus, que “pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia” (Hb 12.2), Deus suporta a continuação da história em virtude da emocionante expectativa do cumprimento de seu sonho.

Realmente Jesus disse que “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai” (Mt 24.36). Contudo ele também alertou repetidamente sobre a necessidade de “vigiar” e ensinou: “Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, mesmo às portas” (Mt 24.32,33). Isso significa que, ao mesmo tempo em que o mundo será pego totalmente de surpresa, o povo apercebido de Deus não o será (1 Ts 5.4,5). Se estivermos vitalmente ligados ao cumprimento do propósito de Deus na Terra, acompanhando, ofegantes, cada passo de seu desenvolvimento, apesar de não sabermos o dia ou a hora, teremos absoluta certeza de sua proximidade.

O meu desejo sincero é que, ao ler sobre o propósito eterno de Deus nos próximos artigos, seu coração comece a arder de paixão e identificação com esse propósito a ponto de você deixar suas ambições individualistas e egoístas para cooperar com o Senhor no cumprimento de seu sonho! Que o povo de Deus desperte do sono e da embriaguez espiritual e entenda sua missão como Noiva de Cristo, Templo de Deus, Expressão da Natureza e Imagem de Deus por toda a eternidade, e que cada um de nós coloque no altar seus alvos pessoais em prol dessa causa!

Harold Walker

Texto extraído do site http://www.revistaimpacto.com.br/new/index.php?action=ver_materias&idartigo=559 (Revista Impacto)

 

Published in: on 30 novembro, 2008 at 10:58 pm  Comments (1)  

Qual é a visão?

A visão

“A Visão”

Então um cara chega pra mim e diz: “Qual é a visão? Qual é a grande idéia?” Eu abro minha boca e as palavras saem assim…

A visão? A visão é Jesus – de forma obsessiva, perigosa, inegável Jesus.

A visão é um exército de jovens.

Você vê ossos? Eu vejo um exército. E eles estão LIVRES do materialismo.

Eles riem em minúsculas prisões 9-5.
Eles poderiam comer caviar na segunda e restos de comida na terça.
Eles nem notariam.
Eles sabem o que é o significado da Matrix, a forma como o oeste ganhou.
Eles se movem como o vento, pertencem às nações.
Eles não precisam de passaporte… Pessoas escrevem seus endereços a lápis e refletem sobre sua estranha existência.
Eles são livres mas são escravos da dor, da sujeira e da morte.

O que é a visão?
A visão é tamanha santidade que arda os olhos. Que faça as crianças rirem e os adultos se irarem. Que desistiu do jogo da integridade mínima há muito tempo a fim de alcançar as estrelas. Que despreza o bom e se esforça até o limite para o melhor. Que seja perigosamente pura.

A luz brilha trêmula vinda de cada motivação secreta, de cada conversa particular.
Ela ama as pessoas longe dos seus colos suicidas, dos seus jogos satânicos.
Este é um exército que irá sacrificar a vida pela causa.
Milhares de vezes todos os dias os seus soldados escolhem perder-la.

Que eles possam um dia receber o grande “Parabéns!” que é a dado a filhos e filhas fiéis.

Tais heróis são tão radicais na segunda de manhã quanto no domingo a noite. Eles não precisam de fama vinda de nomes. Ao invés, eles sorriem em silêncio com olhar pra frente ouvindo as multidões cantarem mais e mais: “Venha!!!”

E esse é som que vem subindo
O segredo da história na criação
Fundações balançando
Revolucionários sonhando novamente
O mistério está planejando em segredo
A conspiração respira…
Este é o som que vem subindo

E o exército é disciplina(do).

Jovens que vencem seus corpos em submissão.

Cada soldado levaria uma bala por seu companheiro de guerra. A tatuagem implícita por detrás de seu orgulho: ” para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.”

O sacrifício alimenta o fogo da vitória em seus olhos erguidos. Vencedores. Mártires. Quem pode detê-los?
Podem seus hormônios puxá-los para trás?
Pode a derrota prevalecer? Pode o medo assustá-los ou a morte matá-los?

E a geração ORA

como um homem que morre com gemidos que vão além das palavras,
com gritos de guerra, lágrimas sulfúricas e
com porções gigantescas de risadas! Esperando. Vigiando: 24 – 7 – 365.

O que for necessário eles darão: quebrando as regras.
Chacoalhando a mediocridade de seu pequeno e confortável esconderijo. Desistindo de seus direitos e de seus pequenos e preciosos errinhos, rindo de rótulos, se abstendo do essencial. A mídia não pode moldá-los. Hollywood não pode detê-los. A pressão de seus amigos é inútil em faze-los repensar sua decisão em festas tarde da noite antes de os corajosos caírem em choro.

Eles são incrivelmente divertidos, perigosamente atrativos por dentro.

Por fora? Pouco se importam. Colocam suas melhores roupas para se comunicar e para celebrar, mas nunca para se esconder.
Eles renderiam sua imagem ou sua popularidade?
Eles dariam suas próprias vidas – trocariam de lugar com um homem no corredor da morte – tão culpado como o inferno. Um trono por uma cadeira elétrica.

Com sangue, suor e muitas lágrimas, com noites sem dormir e dias sem frutos,

eles oram como se tudo dependesse de Deus e vivem como se tudo dependesse deles.

Seus DNAs escolheram JESUS. (Ele expira, eles inspiram)
Os seus subconscientes cantam. Eles fizeram uma transfusão de sangue com Jesus.
Suas palavras fazem demônios gritar em shoppings centers.
Você consegue ouvir eles chegando??
Proclamem-se os destinos! Convoquem os perdedores e os loucos. Aqui vem os apavorados e esquecidos com fogo em seus olhos. Eles marcham e as árvores aplaudem, arranha-céus se curvam, montanhas são definhadas por essas crianças de outra dimensão. Suas orações convocam os guerreiros dos céus e invocam os sonhos antigos do Éden.

E esta visão será. Ela virá para passar; ela virá facilmente; ela virá breve.
Como eu sei disso? Porque este é o desejo da própria criação, é o gemido do Espírito, o próprio sonho de Deus. O meu amanhã é o seu hoje. Minha distante esperança é a sua 3º dimensão. E a minha débil, sussurrada e sem fé oração invoca um ressonante, trovejante, que balança até os ossos “AMÉM!” de incontáveis anjos e do herói da nossa fé, o próprio Cristo. E ele foi o sonhador original, o grande e último vencedor.

Garantido

Extraído do site http://www.24-7prayer.com/cm/resources/80  (24-7 prayer – Prayer, Mission and justice)

Published in: on 30 novembro, 2008 at 6:48 pm  Deixe um comentário  

Pregação como Criação de Conceito, não Apenas Contextualização – John Piper

   À medida que pensarmos seriamente sobre contextualizar a mensagem da Bíblia, lembremos que devemos também nos esforçar para produzir, na mente dos nossos ouvintes, categorias conceituais que podem estar ausentes da estrutura mental deles. Se usarmos apenas as estruturas de pensamento que eles já possuem, algumas verdades bíblicas cruciais permanecerão ininteligíveis, não importa o quanto contextualizemos. Essa tarefa de criar conceito é mais difícil do que contextualização, mas tão importante quanto.
   Devemos orar e pregar para que uma nova estrutura mental seja criada para ver o mundo. No final, isso não é obra nossa. Deus deve fazê-lo. As categorias que fazem a mensagem bíblica parecer loucura estão profundamente enraizadas na natureza humana pecaminosa. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Coríntios 2:14).
   Parte do que o Espírito faz ao sobrepujar a resistência humana é nos humilhar ao ponto onde possamos abandonar padrões impregnados de pensamento. Mas o Espírito faz isso por meio da pregação e ensino: “Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria [isto é, através dos seus modos de pensamento apreciados], aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação” (1 Coríntios 1:21).
   Deus produz essa nova visão, entendimento e fé. Mas ele nos usa ao fazê-lo. Assim, deveríamos nos esforçar para ajudar as pessoas a terem novas e bíblicas categorias de pensamento, tanto quanto fazemos na contextualização do evangelho às categorias que eles já possuem.
   Aqui estão uns poucos exemplos de verdades bíblicas para as quais a maioria das mentes caídas não tem categorias conceituais para compreender. Possa o Senhor levantar testemunhas da sua verdade que não a distorçam por contextualização exarcebada, mas despertem um lugar para ela nas mentes convertidas que têm novas categorias criadas pelo Espírito.
1. Todas as pessoas são responsáveis por suas escolhas, e todas as suas escolhas foram infalível e decididamente ordenadas por Deus.
“[Ele] faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade”. (Efésios 1:11)
“Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo”. (Mateus 12:36)

2. Não há pecado em Deus desejar que exista pecado.
“Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida.” (Gênesis 50:20)

3. O que Deus decreta que acontecerá não é sempre a mesma coisa que ele nos manda fazer, e pode de fato ser o oposto. Por exemplo, ele pode ordenar, “Não matarás”, e decretar que seu Filho seja morto: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo.”
(Isaías 53:10)

4. O propósito último de Deus é a exaltação e manifestação de sua glória, e isso está no cerne do que significa para ele nos amar.
“E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.” (João 17:5)
“Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.” (João 17:24)

5. Pecado não é primariamente o que fere ao homem, mas aquilo que menospreza a Deus, expressando incredulidade ou indiferença para com sua dignidade superior.
“Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas.” (Jeremias 2:13)

6. Deus é perfeitamente justo e ordenou a destruição completa dos habitantes de Canaã.
“Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” (Gênesis 18:25)
“Porém, das cidades destas nações, que o SENHOR teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida.” (Deuteronômio 20:16)

7. A chave para a vida cristã é aprender o segredo de agir de tal forma que os nossos atos sejam feitos como os atos de Outro.
Andar no Espírito. (Gálatas 5:25)
Mortificar as obras do corpo pelo Espírito. (Romanos 8:13)

8. Aqueles que pertencem a Cristo crucificaram a carne.
“E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.” (Gálatas 5:24)

9. “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho.” (Mateus 1:23)

10. “Antes que Abraão existisse, eu sou.” (João 8:58)

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Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto2
Fonte: http://www.desiringgod.org/

Published in: on 11 dezembro, 2008 at 1:11 pm  Deixe um comentário